02 Abr / 2012
Em Leituras # 5 Comentários


Livro: Gabriel, esperança além da vida
Autor: Cesar Stuqui, Nilton
Editora: Intelitera
Categoria: Espiritualismo / Espiritualismo

Sinopse: Emocionante e reconfortante. Assim é o relato de Gabriel, um jovem que desencarnou aos 20 anos, vítima de um acidente automobilístico. Nesta obra, ele conta sua “História de Vida após a Vida”, descrevendo minuciosamente sua passagem pelo coma, a preparação para a doação de órgãos, sua chegada à Colônia Espiritual e o encontro com pessoas queridas, como sua avó e amigos espirituais, assim como todo o processo de adaptação no Plano Espiritual e os ensinamentos que recebeu para poder enviar “mensagens psicografadas à Terra”.

Logo de inicio me emocionei profundamente com a apresentação da obra escrita pelo pai de Gabriel, onde ele expõe seus pensamentos e sentimentos. A história começa com Gabriel nos relatando tudo o que sentiu, viu e aprendeu enquanto seu corpo estava em estado de coma. Gabriel foi vítima de acidente de trânsito, ficou em coma e após desencarnar foi encaminhado a uma colônia de estudos que atende jovens vítimas de acidente. Seu relato se torna um livro simples, sem esmero português, mas bem esclarecedor sobre o coma, a doação de órgãos e a influência da aceitação familiar com relação à partida do ente querido. Cada parágrafo revela a boa intenção do autor em tentar transmitir a mensagem de vida eterna e o preparo emocional que devemos ter para esta realidade. Contando sua rotina de forma despretensiosa, ele consegue transmitir muitas mensagens de paz, amor… Aceitação, nos fazendo pensar em muitos caminhos que escolhemos em nossa vida terrena.

O trecho que mais me chama a atenção é o momento em que seu tutor espiritual apresenta uma pessoa em um leito de morte, mas que não conseguia se desgarrar do corpo físico tamanha era sua avareza e sua ânsia pelas coisas materiais – algo que sempre me enojou são as pessoas que só se importam com o que podem comprar. O livro porém, não é detalhista com relação à vida terrena de Gabriel nem seu acidente, mas cumpre bem seu objetivo que é informar a quem se interesse pelos acontecimentos após a desencarnação, à doação de órgãos – que é um dos maiores atos de amor que o ser humano pode ter e que por diversas vezes no alto de sua ignorância se nega, como se isso fosse fazer falta de alguma forma – ou que acredite um pouco na doutrina espírita e queira se esclarecer sobre o assunto.

O livro me ensinou e mostrou alguns erros que venho cometendo ao longo da minha vida relacionados ao egoísmo e pensamentos negativos sobre coisas que eu insistentemente me negava a acreditar que de fato eram reais, hoje tenho forças que dias atrás não tinha ou não sabia encontrá-las, Gabriel se tornou para mim um grande exemplo de fé, amor e caridade. Agradeço a uma grande amiga que me presenteou com este livro…

“O que mais macula a humanidade terrestre é o seu desinteresse em se conhecer interiormente. Passam a existência inteira buscando meios de melhorar o exterior, sequiosos de uma falsa felicidade que vem de fora. Esperam que alguém ou alguma situação possa lhes trazer aquilo que tanto almejam”.



12 Mar / 2012
Em Baboseiras,Cretinices,No ônibus # 19 Comentários

Inhaca, ranço, fedor, suvaqueira, fedentina, pititim, catinguento, putrefato, morrinha, aca. Tudo isso para denominar o tal azedume presente no sovaco de alguns seres humanos dotados de falta de nariz para não sentir a própria fedentina. Esse cheiro proeminente das nossas axilas é ruim e todo mundo sabe disse – quer dizer acho que alguns se esquecem desse detalhe – pois dia desses seguindo viagem tranquilamente em pé no ônibus, um vozinho ao passar a catraca resolve levantar os seus humildes braços, exalando – sem a menor preocupação com os demais – o seu feromônio sexual.

Comecei a sentir um odor – como se fossem aquelas fumaçinhas esverdeadas que vemos em desenhos animados – chegar as minhas sossegadas e bem cuidadas narinas. O odor começou a piorar e se tornar de um azedume que me embrulhava o estômago. Resolvi então virar para ver se notava da onde estaria vindo toda aquela coisa e posso assegurar que foi uma péssima escolha. Aquele odor feladumaegua adentrou o meu cérebro e eu olhei aquele senhor de idade com o seu sovaco levantado e bem á vista de todos que quisessem compartilhar o seu azedume.

Todos a sua volta começaram a tampar suas narinas e tentar abrir ainda mais as janelas que não abriam. Quem estava ao lado começou a se apertar ainda mais – como se isso fosse possível – outros passaram a virar de costas e eu virei de lado e quase enfiei a minha cachola para fora da janela. Até que chegando ao terminal de baldeação todos fizeram questão de que ele fosse o primeiro a descer levando sua onda de fumaça fedorenta e os olhares de todos aqueles que estavam esperando para embarcar.

Dica ótima para a vida… Todo ser humano é dotado de glândulas sudoríparas que produzem secreção e suor – portanto todos nós suamos, mas sovaco fedorento, não dá! Obrigar as outras pessoas a sentiram seu mau cheiro, não dá! Existem desodorantes, anti-transpirantes, sabonetes e água. Se ainda assim a “coisa” persistir existem médicos e medicamentos capazes de tratar o problema, mas pelo amor de São Cristinho cuidem dos vossos sovacos e poupem os demais de sentirem tamanho fedor!